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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Acompanhe o julgamento do Caso Lindote


Continua em Santo Antonio de Jesus, em seu 2º dia, o julgamento do ex-sargento da policia militar de Ilhéus, Eduardo Claudino Lindote de Santana, mais conhecido como “Sargento Lindote”. O ex-PM é acusado de estuprar, espancar e assassinar, em dezembro de 2004, em Ilhéus, a estudante Geisa Gabriela Marinho dos Santos, na época com 15 anos.

SAIBA OS ULTIMOS ACONTECIMENTOS DO JULGAMENTO [Informações do repórter Reginaldo Silva da Rádio Andaiá FM]

Ouça o que disseram os pais de Geisa Gabriela sobre o 1º dia do julgamento (Reportagem de Reginaldo Silva)

29/09/2011 às 11:05h- Ao ser perguntado sobre onde estava na noite do crime, entre às 20h e 23h, Eduardo Claudino Lindote de Santana disse que estava em casa, mas que saiu com o filho para dar auxílio à enteada Adrielle.

29/09/2011 às 10:55h- A juíza Katia Regina Mendes Cunha, que preside o juri, começou o interrogatório do réu lembrando que ele poderia se recusar a responder às perguntas.Esclarecido o réu, começaram os questionamentos. A juíza apresentou as acusações expressas contra o réu e começou a inqueri-lo.

29/09/2011 às 10:48h- Começa nesse momento o depoimento de Eduardo Claudino Lindote de Santana.

29/09/2011 às 10:30h- Nesse momento está depondo a enteada do ex-sargento Lindote, de pré nome Adrielle.
Está sendo inquirida pelo advogado de acusação.

29/09/2011 às 09:34h- Já foi ouvida uma testemunha de defesa na manhã de hoje, o júri recomeçou por volta das 8h30min.


28/09/2011 às 20:20h - Após ser ouvido agora, Reinaldo Marques de Souza, a décima segunda testemunha do caso, o júri foi encerrado no dia de hoje retornando hoje as 8 horas.

28/09/2011 às 19:42h - Começa a ser ouvido agora, Reinaldo Marques de Souza, a décima segunda testemunha do caso Lindote.

28/09/2011 às 19:25h - Uma testemunha de acusação, de prenome Ivone, depondo neste momento, diz que a irmã de Lindote a procurou para que ela dissesse que o carro que viu passar na noite do desaparecimento de Geisa, era preto e não verde, que é cor do carro do réu.

28/09/2011 às 18:10h - Começa o programa Cidade Informe com flashes ao vivo direto da cidade de Santo Antonio de Jesus, com o reporter Reginaldo Silva da Rádio Andaiá FM.

28/09/2011 às 17:55h - Júri sendo retomado nesse momento.

28/09/2011 às 17:15h - Júri suspenso, intervalo de 30 minutos para o lanche.

28/09/2011 às 16:47h - Uma nova testemunha de acusação, João Santos, começa e ser interrogada pelo advogado de defesa, que levantou outra hipótese, agora ele sugere que ciganos possam ter cometido o crime, já que na região onde a garota Geisa morava tem uma grande população de ciganos.

28/09/2011 às 16:00h - Nesse momento está sendo ouvido um soldado do Corpo de Bombeiros.Os advogados de defesa, que estão ouvindo a testemunha, estão sugerindo a possibilidade de o pai da garota ser o autor do crime.Os advogados perguntaram à testemunha se alguma outra pessoa havia sido investigada como autor do crime, em seguida, perguntaram porque o pai de Geisa Gabriela não saiu com os vizinhos para procurar a filha desaparecida.Com isso, sugerem que o pai pode ser apontado como suspeito.

28/09/2011 às 12:50h - O júri foi interrompido por 2 horas, para o almoço.Até o momento,foram ouvidas a mãe da garota, D. Ozilda Marinho e a senhora Maria da Conceição, que é mãe de uma vizinha do acusado e da vítima.Ambas testemunhas de acusação.

28/09/2011 às 11:43h - Termina o depoimento da mãe de Geisa Gabriela,ela respondeu ao advogado de acusação,em seguida,ao advogado de defesa e também respondeu a três perguntas feitas pelos jurados.

28/09/2011 às 10:56h - Inicia-se o primeiro depoimento,da mãe da vítima Geisa Gabriela Marinho dos Santos,D. Ozilda Marinho.

28/09/2011 às 10:06h - É iniciado o júri com a leitura do inquérito policial.

28/09/2011 às 07:28h - O advogado assitente da acusação concede entrevista ao programa Levante a Voz da Rádio Andaiá fm e pasa todos os detalhes do inquerito policial contra o Ex-Sargento Lindote.

ENTENDA O CASO
Geisa Gabriela Marinho dos Santos, à época com 15 anos de idade, foi brutalmente assassinada e estuprada no dia 09 de dezembro de 2004, tendo sido jogada ainda com vida no Rio Almada e encontrado seu corpo em um trecho do citado Rio na estrada de Sambaituba em Ilhéus-Ba.
O suspeito do crime é o ex policial militar Eduardo Claudino Lindote de Santana, conhecido como sargento Lindote. À época do crime o citado suspeito era policial militar na ativa, entretanto, por conta deste processo crime que responde, o Comando da Policia Militar do Estado da Bahia, através de processo administrativo disciplinar, expulsou o Sargento Lindote dos quadros da PM da Bahia.
O assassinato da menor Geisa Gabriela chocou a comunidade regional pela brutalidade em que aconteceu. A menor Geisa foi violentada sexualmente e assassinada, havia ainda sinais de afundamento de crânio e lesões em várias outras partes do corpo, tanto é assim que aconteceram duas expressivas passeatas em Ilhéus em protesto pelo crime.
O inquérito policial que teve a frente o Delegado Evy Paternostro, comprovou que o sargento Lindote, na noite de 09 de dezembro de 2005, sequestrou, estuprou, agrediu fisicamente e matou jovem Geisa Gabriela, que teve seu corpo encontrado boiando no rio Almada, no bairro do Iguape, na cidade de Ilhéus. A vítima residia em frente da casa do Sargento Lindote, no bairro do Iguape em Ilhéus.
As testemunhas que depuseram no inquérito policial e no processo crime na Vara do Júri de Ilhéus declararam vários fatos que confirmam a denúncia do Ministério Público acerca da autoria do crime ser do Sargento Lindote:
01 – O veículo do Sargento Lindote foi visto por testemunhas, na noite do crime, vindo do local em que foi encontrado o corpo da menor Geisa, apesar de Lindote sempre declarar ter ficado em casa com seu carro.
02 – Também foi visto o veículo de Lindote circulando ao redor do condomínio.
03 – Ficou reiteradamente comprovado pelo depoimento das testemunhas que o sargento Lindote sempre agredia violentamente sua atual esposa e que chegava a gabar-se disto, alegando que preferia manter relacionamento sexual após as agressões.
04 – Também ficou provado unissonamente pelas testemunhas que Lindote esquivou-se de participar das procuras quando do sumiço da menor Geisa, apesar de sempre, em outros momentos, ser o primeiro a contribuir na solução de problemas de natureza policial na comunidade.
05 – As testemunhas também comprovaram que na noite do sumiço da menor Geisa, apesar de grande aglomeração de pessoas na frente do Sargento Lindote e dos latidos de cães, já por volta de 02 horas da manhã, este não saiu à porta, somente o fazendo após insistentes chamados dos vizinhos e, após sair, falava com as pessoas olhando para baixo e agachado.
06 – Confirmou-se à acusação que já existia de que o sargento Lindote agrediu, no final do ano de 2003, uma menor, que á época tinha cerca de 13 anos de idade, na tentativa de obrigá-la a fazer sexo. Depuseram a menor e duas outras pessoas que confirmaram o fato de que o Sargento Lindote, aproveitando-se da função de policial militar, levou a dita menor para um local deserto na Praia de São Domingos e obrigou a menor a fazer sexo com ele, como ela não consentisse, ele começou a agredi-la, mas ela conseguiu fugir.
07 – Restou também comprovado de que o sargento Lindote e uma irmã sua ligaram para testemunhas do processo, no sentido de constrangê-las para não depuserem no processo. Inclusive o sargento Lindote fez estas ligações enquanto estava preso, no natal do ano de 2005, de dentro do Batalhão da Polícia Militar de Ilhéus. O Juiz à época da Vara do Júri de Ilhéus – Dr Alfredo Couto, enviou cópia destes depoimentos para o Comandante do Batalhão de Ilhéus. O próprio Lindote, quando do seu interrogatório, confessou que teve acesso a celular no Batalhão de Ilhéus, embora estivesse preso e que fez uma das ligações referidas no processo.
08 – Várias testemunhas também confirmaram que o Sargento Lindote lavou a garagem e seu carro na madrugada do crime. Carro este em que foram encontrados: comprimidos de diazepam, diazepam diluído em um refrigerante, manchas de sangue, fios de cabelo humano, compatível com o Geisa e outros objetos que estão vinculados ao crime.
Apesar do crime ter acontecido na cidade de Ilhéus, o Júri será na cidade de Santo Antonio de Jesus por que a defesa de Lindote entrou com um recurso denominado Desaforamento. O Tribunal acolheu o recurso e determinou que o Júri fosse na cidade de Santo Antonio de Jesus. O Processo é de n°: 0005052-08.2010.805.0229.
Atuarão no Júri a Juíza da Vara do Júri da Comarca de Santo Antonio de Jesus – Dra Katia Regina Mendes Cunha, o Promotor de Justiça – Dr Adalto Araújo Silva Junior e na qualidade de Assistente de Acusação da família da menor Geisa, atuará o advogado Davi Pedreira de Souza, que acompanha o caso desde a fase do inquérito policial. Não se tem ainda informação de quem vai atuar na defesa de Lindote, entreanto, o último advogado que atuou na defesa de Lindote foi o advogado Zilan da Costa e Silva e Moura, da cidade de Salvador, que já foi intimado para o Júri.

OUTROS PROCESSOS A QUE FOI CONDENADO LINDOTE
01 – No decorrer deste processo que é vítima Geisa Gabriela, apareceu a denúncia de que Lindote houvera tentado obrigar uma jovem de 13 anos a fazer sexo com ele. Tal fato deu origem a um processo crime, que culminou com a condenação pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia à Lindote a uma pena de 03 anos de reclusão pela prática do delito de tentativa de estupro.
O caso retro citado trata-se de uma tentativa de estupro e de atentado violento ao pudor contra a adolescente V.A.S.S., também de 15 anos, que conseguiu escapar pouco antes da consumação do crime, ocorrido no final de 2003, mas somente tornado público após a morte de Geisa.
Apesar de negar a tentativa de violência sexual, Lindote admite ter conduzido V.A.S.S em seu veículo na noite em que ela alega ter sido seqüestrada. A vítima conta que estava no posto de combustível em que o acusado atuava como segurança e ele teria dito que a levaria para a sede da Promotoria da Infância e da Juventude, onde a deixaria sob custódia até que seus familiares a resgatassem. No trajeto, entretanto, teria tentado obrigá-la a fazer sexo oral nele, depois de fazê-la tirar as roupas e passar para o banco traseiro do automóvel.
V.A.S.S diz ter ficado apavorada e começado a chorar. Descontrolado, o acusado teria apertado seu pescoço, até que ela simulou estar disposta a ceder, pedindo que pusesse o preservativo para que pudessem manter relações sexuais seguras. Quando Lindote foi pegar a camisinha no cofre do carro, ela abriu a porta do carro e fugiu correndo.
02 – Como já dito antes, Lindote era Sargento da Polícia Militar quando do crime que vitimou a menor Geisa e, em face de tal fato, foi expulso dos quadros da Polícia Militar da Bahia.

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